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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Vanderlei Luxemburgo e a estratégia Rocky Balboa aplicada ao futebol............ Luxemburgo trouxe para o futebol este ano a inovadora estratégia Rocky Balboa, e prometi desenvolver um pouco melhor este assunto. Vou aproveitar esta coluna de hoje para isso. Vocês devem ser familiares com os filmes de Rocky Balboa. Nas lutas mais marcantes de sua saga, o boxeador vivido por Sylvester Stallone apanhava feito um condenado ao longo de boa parte do combate, até decidir partir para uma reação espetacular no final. A estratégia de apanhar para cansar o adversário fica mais clara em Rocky IV, no qual ele enfrenta na União Soviética um lutador russo fabricado pelo regime comunista para bater o herói capitalista-americano. No fim, claro, Balboa vence, com seu calção stars-and-stripes, conquistando o público que antes queria vê-lo beijar a lona. No clímax apoteótico do filme, até Gorbachev bate palmas para o Garanhão Italiano. Ah, os momentos que o cinema consegue nos proporcionar...! Na verdade, esta tática de apanhar pra cansar o adversário também já foi utilizada na vida real de maneira marcante por Muhammad Ali, na famosa luta contra George Foreman no Zaire, em 1974. Mas digressiono; vamos voltar à estratégia Balboa de Vanderlei Luxemburgo, aplicada ao futebol. Antes da partida contra o Palmeiras, li uma matéria que mostrava que 11 dos 14 gols que o Flamengo havia marcado no returno do Brasileiro haviam acontecido no segundo tempo. Somando a esta estatística o jogo da última quarta, temos aí 80% dos gols do time nas últimas 10 partidas marcados no segundo tempo. Há algumas explicações possíveis para isso, mas não posso deixar de relacionar o fato ao comportamento rotineiro de Luxemburgo, que sempre escala o time com três volantes e, no meio da partida, faz substituições para deixá-lo mais ofensivo. E só a partir daí saem os gols. Resumindo: o Flamengo iniciou 22 das 29 partidas do campeonato com três zagueiros ou três volantes; destas, em apenas duas venceu jogando com este esquema. Todas as demais vitórias foram construídas apenas depois que Luxemburgo trocou um zagueiro ou volante por um meia ou atacante, ou um meia por um atacante. Foi assim no primeiro turno contra Atlético-MG, América-MG, São Paulo, Santos e Coritiba; e no returno contra América-MG, São Paulo e Fluminense. Pode-se discutir circunstâncias de algumas destas partidas, ou o quanto as substituições influenciaram no rendimento do time em certas vitórias. Mas eis a estatística impressionante: se pegarmos apenas os resultados que o Flamengo conseguiu enquanto jogou no esquema em que começou as partidas, sem fazer uma troca que o colocasse mais pra frente (zagueiro ou volante por meia ou atacante; ou meia por atacante), o time teria hoje apenas 28 pontos - estaria empatado com o Atlético-PR, na zona do rebaixamento.

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